Casa Bandeirista do Itaim

Vista Aérea da Casa Bandeirista do ItaimA Casa Bandeirista do Itaim é uma construção representante da casa bandeirista típica, do período colonial brasileiro, localizada no bairro paulistano do Itaim Bibi.

Tombada em 1982 pelo CONDEPHAAT, ncontra-se hoje sob responsabilidade da Divisão do Patrimônio Histórico da prefeitura paulistana.

Consta que a Casa da Chácara Itay - Itaí, construída em taipa de pilão, já era centenária em 1896, com 15 cômodos, beirais do telhado em madeira trabalhada, cocheiras, cobertura para charrete ou trole, depósito, viveiro, alcovas, capela e quartos de hóspedes, além do viveiro, moinho d' água e pomar.

Tais edificações situavam-se à beira de um sinuoso rio com pedras, o Rio Jurubatuba ou Grande ou Rio Pinheiros, depois afastado com a retificação e obras nas décadas
de 20-30.

As situações estratégicas dessas edificações indicavam que os acessos à São Paulo eram feitos preferencialmente por água. A área estava bem mais próxima da sinuosa margem direita do Rio Pinheiros.

Diz-se que nas proximidades da Avenida Imperial, atual Horácio Lafer, muito antes teria existido um cemitério onde eram enterrados apenas os negros e infiéis. Outra histórica citação é que na época dos jesuítas, século XVI, bem próximo dessa área fora instalado um posto de observação e defesa, junto a um aldeamento indígena, este no final do Caminho dos Aliados, hoje Rua Leopoldo Couto de Magalhães
Júnior, aonde se instala a atual Casa Fasano.

Ruínas da Casa Bandeirista no Itaim BibiO casarão conhecido como a sede da região da Chácara Itay, depois Chácara Itahym, do Bairro Itahim e finalmente do Bairro do Itaim Bibi, foi erguido nos séculos XVII-XVIII, sofrendo tombamento em 1982, passando a ser denominada Casa Bandeirista.

Tinha sua entrada principal antecedida por uma belíssima alameda que vinha pela Rua
Joaquim Floriano, via que era continuação da Avenida Brigadeiro Luís Antônio,
indo até o início da atual Rua Iguatemi, o então chamado Caminho do Gado para a região de Pinheiros.

Quando da sua ocupação pela família Couto de Magalhães e depois Casa de Saúde Bela Vista, bem no encontro dessas duas vias, erguia-se um imponente portal, com portão e brasão de ferro identificando o clã Couto de Magalhães. Lateralmente, o terreno ia desde a Avenida Imperial, atual Horácio Lafer, chegando até as ruas Aspásia e
Sertãozinho, esta última agora englobada pela nova Avenida Brigadeiro Faria Lima.

Infelizmente, da Casa Grande, sede da família fundadora e formadora do Bairro do Itaim Bibi, resta teimosamente alguns pedaços ou tocos das paredes, tudo em ruínas, num ampla terreno, originalmente quase todo ocupado por belíssimas, centenárias e frondosas árvores, espécimes da Mata Atlântica, além das frutíferas e ornamentais.

O seu espaço é avidamente explorado como área de estacionamento para carros, desprezando-se a idéia do então Prefeito Jânio Quadros, de transforma-lo em Parque Municipal para implantação da Praça do Itaim, quando por Lei Municipal torna-o de utilidade pública/D.O. 05/04/88 , após o ataque a base de marretadas, sob a desculpa de
suposta restauração, feita pelo Grupo Selecta.

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